domingo, 15 de julho de 2012

ARTICULADORES SINTÁTICOS DO TEXTO:  operadores argumentativos

OPOSIÇÃO: 

ADVERSATIVAS
MAS, PORÉM,CONTUDO,TODAVIA, ENTRETANTO,NO ENTANTO.
SUBORDINAÇÃO CONCESSIVA
EMBORA, MUITO EMBORA, AINDA QUE, CONQUANTO,POSTO QUE, APESAR DE, A DESPEITO DE,NÃO OBSTANTE.

CAUSA:

PORQUE,COMO, POR ISSO QUE, JÁ QUE, VISTO QUE, UMA VEZ QUE, POIS (anteposto ao verbo).
POR, POR CAUSA DE, EM VISTA DE,EM VIRTUDE DE, DEVIDO A, EM CONSEQUÊNCIA DE, POR MOTIVO DE, POR RAZÕES DE.

CONDIÇÃO:
SE, CASO,CONTANTO QUE, DESDE QUE, A MENOS QUE, A NÃO SER QUE.

FIM:
A FIM DE, COM O PROPÓSITO DE, COM A INTENÇÃO DE, COM O FITO DE,COM O INTUITO DE,COM O OBJETIVO DE.

CONCLUSÃO:
LOGO, PORTANTO, ENTÃO, ASSIM, POR ISSO , POR CONSEGUINTE, DE MODO QUE, EM VISTA DISSO, POIS (posposto ao verbo).

Extraído de: ABREU, Antônio Suárez.Curso de redação.12.ed. São Paulo:Ática, 2006.
Outra sugestão: GARCIA,Othon M.Comunicação em prosa moderna.26.ed. Rio de Janeiro:Editora FGV,2006.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

EXPOR OU ARGUMENTAR?

Expor ou argumentar?  Tenha em mente a finalidade de sua dissertação

Sueli de Britto Salles

Ao contrário do que muitos pensam, a dissertação não é um texto artificial que se aprende apenas para cumprir com as exigências de vestibulares e outros concursos. Ela é um gênero textual muito presente no cotidiano de qualquer pessoa. Toda vez que analisamos um fato, conceituamos uma ideia, discutimos um assunto ou defendemos nossa opinião, estamos dissertando.

Para realizar tais ações, precisamos refletir sobre o tema em questão, selecionando informações relevantes, a partir de uma pesquisa em nosso acervo mental ou em fontes confiáveis diversas. As ideias selecionadas devem ser organizadas de um modo convincente, em uma estrutura lógica (tese, desenvolvimento, conclusão) e com uma linguagem clara, culta e objetiva. Afinal, dissertar é falar sério, é mostrar nosso jeito racional/ intelectual de interpretar certo assunto. Por isso há um vínculo obrigatório entre a realidade e o conteúdo da dissertação, na medida em que o leitor acredita que o autor desse texto esteja comprometido com a verdade.

A dissertação, que pode ser expositiva ou argumentativa, é o gênero textual mais solicitado em vestibulares porque permite à banca avaliar o candidato a partir de vários critérios, como:

•capacidade de compreensão do tema e da proposta;
•conhecimento da estrutura textual dissertativa;
•domínio da norma culta da língua (já que esta é a esperada para esse tipo de texto);
•nível cultural (necessário para garantir a informatividade do texto);
•habilidade argumentativa, ou seja, de usar as informações selecionadas com o propósito de validar um determinado ponto de vista, tornando o texto convincente. Este item é especialmente importante na dissertação argumentativa.

A principal diferença entre a dissertação expositiva e a argumentativa é facilmente deduzida: a primeira expõe; a segunda argumenta. Cabem, porém, algumas considerações a mais sobre essa distinção:

Dissertação expositiva

É a modalidade textual adequada para tratar de informações tidas como verdades inquestionáveis e tem o objetivo de informar o leitor sobre o máximo de aspectos relevantes ligados ao tema.

Um trabalho escolar sobre o "Acordo Ortográfico", por exemplo, será uma dissertação expositiva se tiver como objetivo expor várias informações sobre o acordo, como os aspectos legais, as principais mudanças ocorridas na língua, os países afetados por essa reforma. Nesse caso, o aluno fará uma pesquisa séria, em fontes seguras e reconhecidas, como livros e revistas científicas. Anotará os dados principais e escreverá um texto organizado numa sequência lógica, em linguagem objetiva, partilhando com o leitor o seu conhecimento sobre o tema.

Quando houver itens polêmicos nesse tipo de trabalho, caberá ao aluno mostrar os dois (ou mais) lados divergentes, evitando revelar seu posicionamento, uma vez que a proposta é expor o máximo de aspectos relevantes que encontrou.


Dissertação argumentativa

Vai além da exposição organizada das informações. Nela o autor apresenta sua visão crítica do tema, ou seja, vê o assunto como algo polêmico, que gera diferentes versões sobre a "verdade" dos fatos.

Se o tema do trabalho sobre o Acordo Ortográfico fosse uma pergunta, como "O Acordo Ortográfico é essencial para o Brasil?", teríamos uma polêmica e, para desenvolvê-lo, precisaríamos escolher um lado, uma tese (sempre sujeita à discordância do leitor), fazendo uma dissertação argumentativa. Poderíamos usar os dados sobre o Acordo Ortográfico citados na dissertação expositiva (aspectos legais, as principais mudanças ocorridas na língua, os países afetados por essa reforma), mas agora enfatizando os pontos que ajudassem na defesa da nossa tese, descartando ou minimizando o peso das informações que não ajudassem nesse propósito.

Só existe argumentação porque há a possibilidade de discordância, assim há alguém para ser convencido, justificando o trabalho de uma argumentação para defender de modo convincente um determinado ponto de vista. Não há imparcialidade na dissertação argumentativa, assim o aluno que não se posiciona, que fica "em cima do muro", seja por insegurança ou por medo de desagradar a banca, comete um grave erro.

Nessa modalidade de dissertação, a maior parte do conteúdo deve destinar-se à apresentação de argumentos favoráveis à tese defendida e só é possível mostrar argumentos contrários se estes forem seguidos de contra-argumentos mais fortes, capazes de derrubar a oposição.

Vale lembrar que é possível usar trechos expositivos na dissertação argumentativa, mas é essencial que o aluno saiba qual é o propósito da sua redação: apenas expor fatos (dissertação expositiva) ou defender um ponto de vista (dissertação argumentativa), pois isso delimitará o que será ou não adequado àquele texto.

Sueli de Britto Salles é mestra em língua portuguesa, leciona em cursos universitários e participa de bancas corretoras de redações em vestibulares.

Como você pratica a redação ?

Quais são suas estratégias para escrever uma boa redação?


Muitos estudantes se prendem a diversas regras na hora de escrever redações para o vestibular mas se esquecem de algo fundamental: a escrita. Leitura, conhecimentos de gramática e de atualidades ajudam muito na hora de redigir um texto, mas só o treino é que faz com que o estudante domine as técnicas para poder expressar suas idéias com precisão.

"Podemos comparar a escrita à habilidade de tocar violão: ninguém diz que é um bom instrumentista sabendo só a teoria musical, é necessário ter a prática", explica o professor Eduardo Antonio Lopes, do cursinho Anglo, em São Paulo.

Outro aspecto importante e que deve ser lembrado é o título. Um candidato que teve sua redação escolhida entre as melhores da Fuvest 2009 mandou um recadinho ao corretor, no fim de seu texto. Depois de se esquecer de colocar o título no início da dissertação, o vestibulando optou por ocupar a última linha e se explicou: "desculpe, só vi que precisava no final". Seu texto ganhou o título de: "As fronteiras perdendo poder".
13/05/2010 - 08h20


"Repertório" é diferencial nas melhores redações da Fuvest, dizem professores

Ana Okada

Em São PauloDe acordo com professores ouvidos pelo UOL Vestibular, o repertório dos candidatos foi um importante diferencial apresentado nas melhores redações da Fuvest 2010, pois compõe a chamada "marca de autoria". Esse recurso, de acordo com a professora Maria Aparecida Custódio, do cursinho Objetivo, é muito valorizado pelos corretores da Fuvest.

Ela conta que o vestibular procura não só textos que sejam bem escritos, mas que reflitam, na linguagem usada, o pensamento do estudante. "Você vê que o candidato não coloca a citação ali só para impressionar a banca. É tudo bem contextualizado", diz. "O estudante busca, no repertório dele, argumentos para embasar a redação, usando citações de livros, filmes etc. Isso enriquece a análise", explica Maria Aparecida.

O professor Eduardo Antonio Lopes, do cursinho Anglo, diz que os textos se destacaram, principalmente, por dois pontos: o bom emprego do português culto e o repertório apresentado, que é reflexo da formação cultural do estudante. Para ele, a principal lição que se pode tirar das melhores redações da Fuvest é a de que "não há receita de redação", dada a diversidade de modelos apresentados.

"Isso ataca o mito de que haja uma forma para executar uma redação. Não é como um exercício de matemática, que você tem etapas a serem seguidas numa certa ordem. Você vê que há redações que se aproximam desse modelo e há outras que se afastam bastante disso", salienta. "É importante que cada um procure seu estilo pessoal, seja pelo bom domínio da língua, seja pela boa exploração dos argumentos. Os textos foram escolhidos porque mostram muitas perspectivas que o candidato pode explorar", diz Lopes.

Intertextualidade

Os professores também chamam a atenção para a intertextualidade das redações. "Tem gente que continua achando que as matérias são compartimentadas. A redação é a chance de usar todas as disciplinas, e elas são muito úteis para enriquecer uma redação", diz Maria Aparecida.

"Se tem uma questão interdisciplinar é a redação", diz o professor Lopes. "A escrita reflete toda a formação do indivíduo e o repertório cultural da vida dele; isso não é tarefa só do professor de português, mas da família e de todos os professores de todas as disciplinas", diz.





quarta-feira, 7 de abril de 2010

PARALELISMO SINTÁTICO E SEMÂNTICO

Por Thaís Nicoleti

"A ascensão do Brasil como um gigante econômico é um dos maiores temas do nosso tempo. Não está somente redefinindo a América Latina, mas também a economia do mundo inteiro."



Algumas construções sintáticas, em geral as que envolvem os conectivos de adição e certas estruturas correlativas, requerem, a bem da clareza, a organização paralelística. Do ponto de vista semântico, uma construção como "Gosto de frutas e de livros" causaria estranheza, embora, do ponto de vista sintático, esteja perfeita. Estamos diante de um caso de quebra do paralelismo semântico, que se caracteriza pela quebra da expectativa do leitor.

Machado de Assis, entre outros escritores, explorou os efeitos estéticos desse tipo de defeito de construção. Está no seu "D. Casmurro" a formulação "um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu", em que criou um delicioso efeito de estilo.

A falta de paralelismo semântico talvez seja mais facilmente percebida que a falta de paralelismo sintático. Esta ocorre quando uma estrutura irregular ocupa o lugar de uma estrutura repetitiva, também quebrando a expectativa do leitor.

Quando começamos um período da seguinte maneira: "Tanto os países da América do Sul", esperamos que a continuação seja algo do tipo "quanto/ como os...". Isso ocorre porque "tanto... como/ quanto" é uma estrutura correlativa (a primeira parte "chama" a segunda). Se disséssemos, portanto, "Tanto os países da América do Sul e os da América Central", teríamos a quebra do paralelismo sintático, embora, do ponto de vista semântico, não houvesse defeito.

O fragmento selecionado apresenta uma das mais frequentes quebras do paralelismo sintático. O último período organiza-se por meio do par correlativo "não somente... mas também". Ocorre, entretanto, que a primeira parte da estrutura foi interrompida pela forma verbal ("não está somente") e, de quebra, a locução "está redefinindo" também foi interrompida. Uma simples ordenação dos termos resultaria em "Está redefinindo não somente".

Observe que, se o redator optasse por "Não somente está redefinindo", a segunda parte da oração deveria conter outro verbo ("Não somente está redefinindo... mas também está fazendo crescer ...", por exemplo). Como a ideia era dizer que a ascensão Brasil está redefinindo as duas coisas (América Latina e economia do mundo inteiro), a correlação deve vir depois do verbo. Assim:

A ascensão do Brasil como um gigante econômico é um dos maiores temas do nosso tempo. Está redefinindo não somente a América Latina mas também a economia do mundo inteiro.

Se, porventura, a ideia fosse dizer que a ascensão do Brasil está redefinindo a economia da América Latina e a economia do resto do mundo, o ideal seria o seguinte:

A ascensão do Brasil como um gigante econômico é um dos maiores temas do nosso tempo. Está redefinindo a economia não somente da América Latina mas também do mundo inteiro.

Outra opção seria a seguinte:

A ascensão do Brasil como um gigante econômico é um dos maiores temas do nosso tempo. Está redefinindo não somente a economia da América Latina mas também a do mundo inteiro.

OUTRA DICA IMPORTANTE: SEM SUJEITO PRÓPRIO, INFINITIVO NÃO SE FLEXIONA

terça-feira, 9 de março de 2010

DOCE REGRESSO

APÓS  QUATORZE ANOS AFASTADA DO PRÉ-PJ, SENTI COMO SE TUDO CONTINUASSE DA MESMA FORMA. É CLARO QUE COM OUTROS PARTICIPANTES, NOVOS PERFIS, MAS A MESMA PARTICIPAÇÃO CIDADÃ. ESPERO QUE O ANO LETIVO DE 2010  SEJA MAIS UMA ETAPA DA CAMINHADA  QUE NUNCA CESSA. BEIJOS A TODOS!!!!

O  QUE É A OFICINA DA ESCRITA?
Uma necessidade. A maneira de fazer a coisa certa quando o assunto é ESCREVER. Uma conquista, um direito essencial. Uma construção cheia de  estórias, às vezes nem tão bem compreendidas, porém já se fez amadurecida...

Ao observar os resultados apresentados em 2005, de dois exames federais, Prova Brasil e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), quanto aos alunos com aprendizado adequado à série, a Disciplina de Língua Portuguesa, no quinto ano (antiga 4ª série) obteve o índice de 27.9%, abaixo do objetivo traçado que deveria ser 29%.


Nesse sentido, cabe uma reflexão sobre a real situação dos índices apresentados pelos sistemas de avaliação para o aprendizado da leitura e da escrita em contraponto aos aspectos que envolvem a leitura e a escrita nos documentos oficiais do Ministério da Educação (MEC). Constam nos Parâmetros Curriculares a orientação para redimensionar a concepção sobre o ensino de língua materna, para além da transmissão mecânica na forma de conceitos ou normas gramaticais. Espera-se, desse modo, a superação do “gramatiquês”, estruturado em esquemas desprovidos de qualquer contextualização.

O MEC orienta que a condução do processo ensino-aprendizagem se faça a partir do contato com a leitura e interpretação de textos, consolidando a interação comunicativa:

As competências e habilidades propostas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM) permitem inferir que o ensino de Língua Portuguesa, hoje, busca desenvolver no aluno seu potencial crítico, sua percepção das múltiplas potencialidades de expressão lingüística, sua capacitação como leitor efetivo dos mais diversos textos representativos de nossa cultura. Para além da memorização mecânica de regras gramaticais ou das características de determinado movimento literário, o aluno deve ter meios para ampliar e articular conhecimentos e competências que possam ser mobilizadas nas inúmeras situações de uso da língua com que se depara, na família, entre amigos, na escola, no mundo do trabalho. (http://portal.mec.gov.br/seb/index)

É possível, portanto, articular uma questão a partir desta contradição: Se os educandos não alcançam resultados satisfatórios em língua portuguesa na educação básica, isto implica dizer que possuem déficit tanto na leitura quanto na escrita. Assim, se um aluno não lê de forma adequada, isto é sem compreender o que lê, como se articula sua produção textual nos vários âmbitos da vida prática?

Faz-se necessário admitir, nesse caso, a interferência da língua falada sobre a língua escrita, de maneira sistemática. Isto se expressa com o abundante uso de coloquialismos. Percebe-se o frágil manejo do vocabulário específico (daí, a dificuldade em expressar conceitos), a predominância pelo sujeito indeterminado. No caso do uso dos tempos verbais, a compreensão desta classe de palavra é a menor possível, os alunos não possuem uma referência quanto ao uso de expressões e verbos que dão sentido e dinamizam os textos, por isso a predominância exaustiva do tempo presente. O uso indiscriminado da primeira pessoa anula os aspectos de impessoalidade, necessários a construção de textos científicos. Em suma, ao não conseguirem articular linguisticamente o próprio saber, fica evidente a pouca observação do contexto de produção dos conhecimentos, é como se a observação da realidade fosse apreendida de maneira superficial e fragmentada.

Em relação aos alunos universitários, a superação desta situação deve ser uma constante, sobretudo porque no meio acadêmico a escrita é a consagração da perpetualidade do conhecimento para as futuras gerações. Segundo HENRIQUES (2008:24):

(...) Vamos falar um pouco dos textos científicos que o aluno de graduação ou pós-graduação vai escrever durante sua vida acadêmica, que são escritos num registro de linguagem equivalente ao dos livros e artigos técnicos que ele lerá ao longo de sua formação. Esse é o habitat da linguagem científica, que não pode ser confundido com o do bate-papo, da música popular, da literatura ou do jornal. Para conviver neste ambiente, como em qualquer dos demais, é preciso entender as regras do jogo – neste caso, lingüístico.”

Por estas questões, a construção de textos acadêmicos vai além do domínio do conteúdo a ser apresentado. Está subordinado, portanto, ao domínio das estruturas sintáticas do português padrão, do manejo do vocabulário e desempenho expressivo. Na obra “A formação social da mente”, Vygotsky (1991: 120) alerta para as deformações que aparecem no ensino da escrita na maioria das escolas. Apresenta a ideia pela qual, também compartilhamos de que “a escrita é ensinada como uma habilidade motora e não como uma atividade cultural complexa.” Destas implicações teóricas e práticas, traduz-se, então, a importância de interação dos indivíduos com o mundo social. Este, disseminador de estruturas simbólicas que se readaptam no espaço e no tempo produzindo saberes.


 

Reforma Ortográfica: Conheça as novas regras
  • Trema
Deixou de ser usado, mas nada muda na pronúncia
Atenção: Exceção para nomes próprios estrangeiros
(como Müller e Bündchen)
bilíngue
pinguim
cinquenta
linguistico
delinquente
Antiguidade
quinquênio
tranquilo
sequestro
consequência
aguentar
sagui
arguir
linguiça

  • Ditongos abertos
Os ditongos ‘éi’, ‘ói’ e ‘éu’ só continuam a ser acentuados no final da palavra
Atenção: O acento será mantido em destróier e
Méier, conforme a regra que manda acentuar os
paroxítonos terminados em ‘r’
Mas céu, dói, chapéu, anéis, lençóis não mudam
boia
paranoico
heroico
plateia
ideia
tipoia
  • Acento diferencial de tonicidade
Não se acentuam mais certos substantivos e formas verbais para distingui-los graficamente de outras palavras.
Atenção: Esta regra aplica-se também às palavras
compostas: para-brisa, para-raios.
1- Para evitar confusões, foram mantidos os acentos do verbo pôr e da forma do pretérito perfeito pôde. O
acento de fôrma (distinto de forma) é facultativo
Vou para casa. (preposição)
Ela não para de chorar. (verbo)
Vou pelo morro/pela estrada. (contração de preposição + artigo)
O pelo do gato. (substantivo)
Eu pelo/ele pela a cabeça. (verbo)

Acento circunflexo
Os hiatos ‘oo’ e ‘ee’ não recebem mais acento
Atenção: Continuam acentuados (ele) vê, (eles) vêm
[verbo vir], (eles) têm etc.
abençoo
perdoo
magoo
enjoo
leem
veem
deem
creem

Acento agudo sobre o 'u'
1. Não se acentua mais o ‘u’ tônico das formas
verbais argui, apazigue, averigue
2. Não se acentuam mais o ‘u’ e o ‘i’ tônicos
precedidos de ditongo em palavras paroxítonas
Atenção: Feiíssimo e cheiíssimo continuam
acentuados porque são proparoxítonos; bem como
Piauí e teiú, que são oxítonos
feiura
bocaiuva
baiuca
Sauipe

Hífen
O hífen é empregado:

1. Se o segundo elemento começa por ‘h’
Atenção: Esta regra não se aplica às palavras em
que se unem um prefixo terminado em vogal e uma
palavra começada por ‘r’ ou ‘s’. Quando isso
acontece, dobra-se o ‘r’ ou ‘s’: microssonda
(micro + sonda), contrarregra, motosserra,
ultrassom, infrassom, suprarregional
geo-história
giga-hertz
bio-histórico
super-herói
anti-herói
macro-história
mini-hotel
super-homem
2. Para separar vogais ou consoantes iguais
inter-racial
micro-ondas
micro-ônibus
mega-apagão
sub-bibliotecário
sub-base
anti-imperialista
anti-inflamatório
contra-atacar
entre-eixos
hiper-real
infra-axilar
3. Prefixos ‘pan’ ou ‘circum’, seguidos de palavras
que começam por vogal, ‘h’, ‘m’ ou ‘n’
pan-negritude
pan-hispânico
circum-murados
pan-americano
pan-helenismo
circum-navegação
4. Com ‘pós’, ‘pré’ ‘pró’
pós-graduado
pré-operatório
pró-reitor
pós-auricular
pré-datado
pré-escolar

Fonte: José Carlos de Azeredo, professor adjunto de língua portuguesa da Uerj
(Universidade do Estado do Rio de Janeiro), autor de Gramática Houaiss da língua
portuguesa e coordenador e consultor do livro Escrevendo pela nova ortografia (Instituto
Antônio Houaiss/Publifolha)