Não ajuda muito a chamada da matéria publicada no UOL: "Blog é coisa de velho". Isto, além de preconceituoso, cria falsas idéias sobre este suporte. Cabe muito bem a conjunção de escrita , imagem e som para expressar as diversas intenções de quem bloga. Vale discutir o porquê dessa pressa dos jovens. As novas tecnologias estão proliferando espaços de leitura e escrita autoral. Os blogs, diários virtuais, são suportes ricos, apontam caminhos para a possibilidade de livre participação na redação. Esse hipertexto cooperativo que pode se transformar os blogs comunitários se inserem no trajeto de uma construção social do conhecimento. Seria uma resposta ao vazio de propostas e intenções que existem em algumas redes sociais e outros blogs que nos deparamos a todo momento. É preciso dar sentido social e transformador ao suporte. Não ajuda o adesismo inconsequente, o deslumbre com os aparatos tecnológicos, afirmando freneticamente que estes por si, já fizeram a “revolução” educacional se os processos formativos dos indivíduos estão fragmentados e descompromissados com a crítica. O tempo para a leitura deve ser respeitado e estimulado na família e na escola, sobretudo porque escrever utilizando a norma culta ainda é um imperativo do nosso tempo.
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